Estamos todos no mesmo barco...

"Estamos todos aqui, neste planeta, por assim dizer, como turistas. Nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil. Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar este tempo agravando os problemas que afligem os seres humanos, os animais e o ambiente".

Somente o amor humaniza...

"Podemos ser independentes, inteligentes, modernos, sofisticados... Mas sem amor seremos ocos e sem graça".

04 março 2010

O Que é a Cor?

O amarelo existe de verdade ou ele só é assim por causa do seu cérebro?
Para entender as cores, é preciso antes falar de luz. A luz branca (praticamente a totalidade da luz proveniente do Sol) é composta de radiações de diversos comprimentos de onda. Cada comprimento de onda corresponde a uma cor – ou seja, ao ser captado individualmente por nossos olhos, ele é convertido em impulsos elétricos que fazem o cérebro perceber aquela cor. O vermelho, por exemplo, tem comprimento de onda de 0,7 mícron (0,7 milésimo de 1 milímetro) e o amarelo, de 0,6 mícron. No século 17, o físico inglês Isaac Newton deixou isso claro em um experimento usando um prisma: quando a luz solar atravessava o vidro, cada cor seguia uma direção diferente, pois cada uma delas tem comprimento de onda e velocidade diferentes.

Assim, se você usar um prisma para decompor a luz solar e colocar o olho “na direção” de onde vem o laranja, verá laranja; se colocar os olhos na direção do azul, verá azul, e assim por diante. Mas esse é só o começo da história. Digamos que você saia à rua com uma camisa amarela. Ao ser iluminada pela luz do Sol, ela tem a propriedade de absorver todas as cores, exceto o amarelo. Portanto, de todas as cores que chegam à camisa, a única que é rejeitada – e que prossegue seu caminho entre a camisa e seu olho – é a cor amarela. Por que isso acontece?

“Porque a camisa tem pigmentos. Esses pigmentos não absorvem o amarelo, do mesmo jeito que outros pigmentos rejeitam o vermelho ou o azul”, diz Abá Persiano, professor do Departamento de Física da UFMG. “Por isso, o amarelo proveniente do Sol será rejeitado por sua camisa, que o refletirá em todas as direções, inclusive para os seus olhos – e você verá amarelo.” É como se a fonte do amarelo estivesse na sua camisa, mas na realidade essa fonte está no Sol ou nas lâmpadas que usamos. Se você entrasse em um lugar sem luz alguma, a camisa seria preta.

Do ponto de vista físico, o amarelo existe, sim, pois existe um comprimento de onda (0,6 mícron) que, ao ser capturado por seus olhos, é convertido em impulsos elétricos específicos, que vão ao cérebro e o fazem concluir: “É amarelo”. Mas a camisa amarela, a rigor, não é amarela. Ela tem os chamados pigmentos amarelos, que “não gostam” do amarelo e não o absorvem, refletindoo para os seus olhos.

Da mesma forma que a camisa amarela, um objeto branco iluminado pelo Sol reflete todas as cores. Já um objeto preto, por absorver todas as cores, não reflete nada para os seus olhos – assim como o fundo desta página. O mistério sobre as cores está em descobrir o que levou os seres humanos a desenvolverem células capazes de diferenciar as 3 cores primárias (verde, azul e vermelho, das quais surgem todas as outras cores). Uma das teses dos estudiosos da evolução humana é que esse espectro de cores nasceu por meio de uma mudança de hábitos alimentares da nossa espécie, que, por uma necessidade de ampliar o leque de alimentos, privilegiou a visão em detrimento do olfato.

15 dezembro 2009

Nossos Domésticos...


Doenças Transmitidas por Animais Domésticos

"Na maioria das vezes os animais domésticos fazem parte da família. Porém estes animais transmitem diversas doenças perigosas. Saiba, quais são e como fazer para preveni-las".

O pêlo, a saliva, as patas, as fezes e a urina de gatos e cachorros abrigam diversos microorganismos capazes de provocar doenças. Mas estas doenças podem não ser um problema se você souber como evitá-las. É preciso tomar cuidados como vacinação e consultas periódicas ao veterinário, mesmo com seu animal sadio.

Entre os cuidados para evitar as doenças, alguns são fundamentais: não compartilhar alimentos ou cama com os animais, evitar carinhos como beijos ou lambidas muito próximas ao rosto, recolher rapidamente as fezes e urinas dos animais, procurar assistência médica imediata sempre que alguém for mordido.

A raiva
A doença mais conhecida e que mais causa medo é a raiva. Uma doença que mata em 100% dos casos. É provocada por um vírus que ataca o cérebro e os nervos, gerando distúrbios de comportamento, causando muita dificuldade para respirar e para engolir até mesmo água.

Este vírus é transmitido por cão, gato, primatas, cavalo ou morcego, tanto pela mordida quanto pela saliva, se esta entrar em contato com mucosas ou com alguma lesão de pele. Por isso existe a vacinação anual (a partir dos 4 meses de idade) dos animais domésticos. E por isso, se você ou qualquer pessoa for mordido por algum desses animais, deve entrar em contato urgente com o seu médico ou com o Posto de Saúde, para tomar as vacinas necessárias e receber a orientação adequada para evitar a doença. É preciso lembrar que o período de incubação é longo, de 10 – 40 dias até sete anos e que manifestações iniciais em humanos são inespecíficas. No entanto, duas são mais peculiares: alteração da sensibilidade da pele e insônia. O animal mordedor deve ser mantido preso, vivo e em observação. O cão raivoso perde o apetite, baba muito, anda sem rumo e tem crises de furor durante as quais morde as pessoas ou outros animais.

Alguns estudos mostram que as mordidas de animais são a quarta principal causa de acidentes em crianças menores de nove anos. Sendo assim, vale lembrar que, mesmo quando elas não provocam raiva, deixam feridas que podem se infectar e têm que ser cuidadas adequadamente.

As doenças de pele

A sarna é transmitida por cão, gato, coelho e cavalo, através do contato direto (pegar no colo, por na cama, etc) com o animal doente. Para evitá-la, mantenha seu animal sempre de banho tomado (pelo menos a cada 15 dias) e troque semanalmente os panos das caminhas e/ou casinhas. Se ele apresentar coceiras, leve-o a um veterinário.

As micoses são transmitidas pelo contado direto com cão, gato ou coelho doentes. Para evitá-la, não deixe seu animal dormir em locais úmidos, e mantenha a casinha limpa. Caso apareça queda de pêlo, consulte um veterinário.

Mas as doenças mais comumente transmitidas por cães e gatos vêm dos pêlos e da saliva, que geram problemas alérgicos tipo bronquite asmática ou rinite alérgica.

Outras doenças transmitidas pelos animais domésticos

A brucelose é transmitida por vacas, cabras, porcos e cães através das secreções vaginais, fetos e restos de parto ou da ingestão de leite cru ou queijo fresco provenientes de animais contaminados. Os machos contaminam as fêmeas no acasalamento. Por isso você deve acasalar apenas animais não contaminados, usar luvas se for ajudar as fêmeas no parto, e fazer teste de brucelose antes do acasalamento.

A leptospirose é transmitida pela urina ou pela água contaminada com urina de cães, gatos ou ratos. As "leptospiras", que provocam a doença, penetram através das mucosas, de ferimentos da pele ou da ingestão da água contaminada. É comum aparecerem surtos de leptospirose em épocas de enchentes, quando as pessoas entram em contato com a água da chuva contaminada. Para evitá-la, evite deixar comida a noite para o seu animal (quando você pegá-la pela manhã, ela pode estar contaminada com urina). Combata ratos, vacine seus animais anualmente ou, se você for de uma região onde a doença é comum, a cada 6 meses.

A toxoplasmose é provocada por um germe que habita no intestino dos felinos - nas cidades, o principal é o gato - e chega ao homem pelo contato com as fezes do animal. As mulheres devem tomar um cuidado especial para não pegar esta doença, não ingerindo leite cru nem manipulando carnes cruas sem luvas durante a gravidez e, caso elas já tenham a doença, devem ter um cuidado ainda mais especial para o bebê não nascer com problemas. Os portadores do vírus da Aids também devem tomar muito cuidado, pois a toxoplasmose neles pode ter conseqüências graves e levar à morte.

A criptococose pode ser transmitida por cão, gato, ovinos, primatas e pombos, através da aspiração do pó com o criptococo. Para evita-la, não deixe que os pombos façam ninhos no forro de sua casa e, se for limpar os excrementos, use uma máscara.

A larva migrans ou bicho geográfico, é adquirida através das fezes dos cães, principalmente na praia, escolas, prédios ou casas onde possa haver areia contaminada com estas fezes. Caso você crie cães, não deixe que eles evacuem nas praias, recolha suas fezes de gramados, parques e calçadas, e faça exames semestrais para tratar os animais doentes. Desta forma, você evita a contaminação de sua família e de outras pessoas.

Outros vermes podem ser transmitidos através das fezes e das lambidas os cães e gatos. O contágio também pode ser pela contaminação da água e dos alimentos com os quais os animais tenham tido contato, ou ainda pela areia contaminada com as fezes. Além disso, os animais contaminados eliminam constantemente ovos dos vermes que ficam aderidos aos pelos.

As pulgas fazem parte do ciclo de transmissão, e a ingestão acidental de pulgas ou de ovos, principalmente por crianças, leva à contaminação. Além do exame de fezes periódico, você deve evitar a infestação de pulgas.

Finalmente, você deve saber que, se quiser realmente ter um animal de estimação, tem que, como tudo na vida, ter todos os cuidados necessários. A sua precaução é que vai afastar o perigo das doenças.

30 novembro 2009

Um Oceano de Plástico...


Durabilidade, estabilidade e resistência à desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão. Ela vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de cerca de 10 m. Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 6 milhões de toneladas de plástico de todos os tipos: pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas, bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo (ou sopa plástica) tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos, compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, temos  praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta. A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico, é possível encontrar uma concentração de polímeros até seis vezes maior do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

De acordo com o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões e centenas de espécies de peixes. E para piorar, essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à Terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

26 novembro 2009

Clima, Poluição e Medicina


Doutores do Ambiente

O planeta já apresenta vários sinais e sintomas de doença. Febre Progressiva, pelo aquecimento da Terra; dependência física de petróleo; obesidade, por consumirmos energia em excesso; dispneia pela contaminação da atmosfera por poluentes; obstrução arterial difusa, por congestionamentos intermináveis; insuficiência renal, por não conseguirmos eliminar adequadamente os nossos resíduos; diabetes, caracterizado pela incapacidade de aproveitar plenamente as fontes energéticas que dispomos.

Exames mais detalhados revelariam tremores de terra ocasionais, edema pela elevação dos mares e chuvas torrenciais, alopécia por desmatamento, obstipação pelo despejo de esgoto nos rios e, por que não confessar, flatulência, eliminada de tempos em tempo, indiscreta e despudoradamente, sob a forma de tornados e tufões. Acrescenta-se a tudo confusão mental, que nos impede de avaliar adequadamente a gravidade da situação. Finalmente, temos que admitir impotência ante a este estado de coisas.

É imperativo que os profissionais da saúde tenham uma atitude mais ativa, auxiliando a elaboração de ações voltadas à sustentabilidade, que deveriam obedecer aos seguintes parâmetros: esclarecimento aos pacientes, exemplos, parcerias, limites, ética e coragem.

Os pacientes devem ser informados que medidas voltadas para adoção de práticas com menor demanda energética promovem benefícios imediatos e significativos à saúde daqueles que as adotam. Atividades como caminhar e andar de bicicleta diminuem o risco de doenças cardiovasculares.

Ao reduzir o consumo de energia dentro de casa e incentivar o hábito nos locais de trabalho, os médicos exercem liderança pelo exemplo. É possível agir como parceiros da sociedade civil propondo ações de mitigação das emissões de poluentes e adaptação ante aos impactos ambientais.

Os médicos devem promover o conceito de limites responsáveis do uso de energia, expor claramente as questões de ética ambiental e mostrar que as alterações da atmosfera afligem com maior intensidade os segmentos menos favorecidos da sociedade. Finalmente, há que se robustecer a coragem para enfrentar o futuro debate no campo das ideias e da litigância com importantes setores da economia e da política.

A respeitabilidade nos confere obrigação para agirmos. Caso não iniciemos o processo agora, poderemos, mais tarde, ser culpados do pecado da omissão.

* Médicos: Paulo Saldiva e José Luiz Gomes do Amaral - Conferência Doutores do Ambiente/2009

Nosso Planeta em Apuros...


Você é um bom ambientalista?

Aprender a ser ambientalista significa analisar o meio que nos rodeia e cuidá-lo. Possivelmente já tenhamos escutado falar da chuva ácida, dos clorofluorcarbonos e da agricultura orgânica, mas, não sabemos como afetam o meio e como nos afetam?

Responda estas perguntas e descobrirá se você é um bom ambientalista ou não.

1. O que são os clorofluorcarbonos (CFCs)?
a) elementos que se encontram nos aerossóis para o cabelo
b) tipos de guloseimas
c) gases que danificam a camada de ozônio

2. Quais os meios de transporte que lhe conduzem à escola
a) trem ou ônibus
b) automóvel
c) bicicleta ou a pé

3.Como você leva o que compra para casa?
a) sacolas de plástico usadas e velhas
b) sacolas de plástico novas a cada vez
c) uma cesta ou sacola de tecido

4.Na sua casa têm?
a) só um pouco de corrente de ar
b) muita corrente de ar
c) nenhuma corrente de ar

5. Como funciona o automóvel da sua família?
a) a gasolina sem chumbo
b) a gasolina com chumbo
c) você não tem automóvel

6.Quando sai de casa, você apaga as luzes?
a) algumas vezes
b) nunca
c) sempre

7. Que tipo de lixo pode ser reciclado?
a) somente vidro e papel
b) nada
c) todo tipo de vidros, papeis e embalagens

8. Que tipo de pilha você usa?
a) recarregável
b) as mais baratas
c) livres de mercúrio

9. Quando você toma banho
a) põe pouco água na banheira
b) enche a banheira
c) toma uma ducha?

10. Qual destes animais sofre o maior risco de extinção?
a) baleia
b) minhoca
c) elefante africano

Agora some seus pontos.
Para cada resposta c), ganha 10 pontos.
Para cada resposta a), ganha 5 pontos.
Para cada resposta b), recebe 0 pontos.

Qual foi o seu resultado?

- De 0 a 19 = O que aconteceu? Nenhum Verde.Você se preocupa com o meio ambiente e se esforça em cuidá-lo.

- De 20 a 39 = Nenhum Tão Mal.
Deseja ser um ambientalista, porem não sabe como o fazes. Vamos ajudá-lo.

- De 40 ou Mais = Muito Bom!!
Vamos ajudá-lo para que saiba mais sobre o meio ambiente e sua pontuação melhore.

03 setembro 2009

Tráfico de Animais Silvestres

Nua e cruamente, o tráfico de animais se define pela retirada de espécimes da natureza para que possam ser vendidos no mercado interno brasileiro ou para o exterior.
Apesar de existirem animais que realizam trabalho para o homem (o cão guia do cego, o carro-de-boi, o cão-pastor etc), o tráfico de animais não tem por objetivo a captura de animais para o trabalho e sim para deleite próprio, considerados "coisa querida", do tupi antigo "xerimbabo". Porém, a manutenção de animais silvestres em apartamentos e casas causa tanta privação aos animais que se, realmente fossem coisa querida, não deveríamos privá-los da liberdade. Hoje criamos gatos, cães e outros animais que não mais possuem seu lugar no ambiente natural; entretanto, não é esta a situação de micos-estrela, de papagaios, araras, entre vários outros. Estes animais ainda podem ser livres, ainda possuem um habitat e condições de viverem em liberdade.

Infelizmente a idéia de soberania sobre estes animais e, portanto, de sua utilização sem critérios éticos, remonta à descoberta do Brasil quando araras, papagaios e outros animais foram enviados à Portugal. A grande quantidade de psitacídeos (araras, papagaios, periquitos e maritacas) existentes no Brasil à época de seu descobrimento fez com que estas paragens fosse, durante muito tempo, denominada "Terra dos Papagaios". Um pouco mais de 500 anos depois não podemos mais observar tantos destes animais a colorir as matas e céus de nosso país porém, vários "enfeitam" gaiolas em residências no Brasil e em diversos outros países.

Assim, para manter a cobiça de novos animais de estimação e, também, para sustentar a moda, diversos animais foram continuamente "exportados" para a América do Norte e, principalmente, para a Europa. Por exemplo, entre 1901 e 1905 o Brasil exportou, principalmente para a Inglaterra, mais de 600 quilos de penas de garça, arara, papagaio, tucano, beija-flor, entre outros. Tal comércio, custou a vida de muitos animais.

Hoje o comércio continua, de forma clandestina, mas continua. E, para que se sustente o tráfico internacional, existe uma bem estruturada rede de tráfico interno. Este tráfico se inicia com o ribeirinho ou qualquer outro indivíduo que resida junto ao ambiente natural capturando e aprisionando os animais para depois vendê-los diretamente aos turistas ou aos primeiros atravessadores que os transportam para os grandes centros de compra. Entre os principais meios de transporte destes animais pode-se citar os barcos na região norte e os caminhões e ônibus nas outras regiões do País.

Aqueles animais que não são diretamente "exportados", por meio das fronteiras e aeroportos, normalmente são encaminhados para o eixo Rio-São Paulo onde são vendidos em feiras-livres. Atualmente os traficantes não levam todo o seu "estoque" para a feira mantendo os animais mais valiosos em armazéns e residências próximas.

A compra de um animal silvestre resulta em duas certezas:
1. O animal preferiaria estar livre;
2. O comprador está contribuindo para que outros animais sejam capturados, torturados no transporte - mortos pelo tráfico.

O tráfico dos animais não é de responsabilidade somente dos traficantes, quem compra também tem suas mãos sujas com sofrimento e morte destes animais.

Quem ama não compra animais procedentes do tráfico.

Conseqüências do Tráfico de Animais

> Problemas para o ecossistema

Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrássemos ou, ao menos, enfraquecêssemos o elo de uma corrente. Lógico que somente um animal não faria falta mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais são retirados por ano de nossas matas. Para se ter uma idéia, um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes (alguns chegam a transportar 3.000 animais). Basta, então, se perguntar: quantos caminhões estão rodando pelo país e quantos destes poderiam estar transportando animais silvestres em meio a sua carga?

A população humana cresceu muito, em 2003 já somos mais de 6 bilhões de habitantes e, no Brasil, mais de 160 milhões que exercem uma imensa pressão sobre os habitats naturais e, também, diretamente sobre a fauna. Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões. Todas estas estimativas, embora pareçam alarmismo e exagero, tomam outra dimensão quando consideramos o seguinte:

1. Quantas pessoas você conhece que possui ou já possuiu um animal silvestre (o papagaio da vovó, o pássaro preto do vizinho, o canário do amigo, o coleirinho na gaiola da venda etc);
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é ínfimo frente ao traficado;
3. Devido as condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente quanto maior for a população, caso não mudemos nossos conceitos maior será a pressão sobre os animais.

Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que chamamos de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.

Se eu retiro do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais conseguirá se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.

Considere este "pitoresco" e trágico exemplo de como as espécies podem ser afetadas pelas formas mais improváveis: A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu um programa de pulverização com DDT (um potente e hoje proibido inseticida) a fim de se eliminar mosquitos na ilha de Bornéu. Entretanto, a pulverização também destruiu as vespas que se alimentavam de lagartas que comiam a armação dos tetos das casas. Como as lagartas não foram eliminadas, agora sem predadores, os tetos das choupanas começaram a desabar resultado de um programa aparentemente benéfico de eliminação de mosquitos. Neste ínterim se iniciou um segundo programa de eliminação das moscas caseiras. Até então, as moscas eram controladas por lagartixas que habitavam as residências. Com o envenenamento das moscas pelo DDT as lagartixas que as comiam também eram envenenadas. Intoxicadas, as lagartixas caíam dos tetos e eram comidas pelos gatos domésticos que, também, começaram a morrer. Como conseqüência direta da morte dos gatos ocorreu uma superpopulação de ratos que, até então, eram controlados pelos mesmos. Os ratos passaram a invadir as casas, consumir alimentos e a transmitir doenças aos humanos. Finalmente, buscando restaurar o equilíbrio, instituiu-se um programa de atirar gatos (de pára-quedas) nos remotos vilarejos de Bornéu. Observe como as conseqüências de determinada ação pode se estender além da espécie alvo.


> Problemas para o animal

Seu cachorro não pode ser solto. Não existe mais lugar para o Canis familiaris (espécie do cão) no mundo natural. Mas os animais do tráfico ainda possuem populações que vivem em liberdade e, ainda possuem ambientes nos quais podem viver. Para que sujeitá-los a uma vida em cativeiro?

Qualquer pessoa que possua um cão sabe da alegria que o mesmo expressa ao saber que vai sair para passear. Um animal com milhares de anos de domesticação ainda se sente mais contente livre que dentro de um apartamento ou em uma casa. E um pássaro? Que embora possa voar, será condenado a passar toda sua vida em uma gaiola? Papagaios acorrentados e araras com as asas cortadas, será esta a melhor vida para eles?

Entretanto, o cativeiro não é a única tortura a que são submetidos os animais do tráfico, é simplesmente a última e perpétua pena. Durante a captura os mesmos são feridos, mutilados, além e transportados sem espaço, água ou comida o que culmina na morte de muitos durante o caminho.

A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando... chamando... esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.

Como posso ajudar no combate ao tráfico?

- Não compre animais silvestres sem origem legal;
- Não compre artesanatos que possuam partes de animais silvestres; salvo se o artesanato for certificado como procedente do manejo sustentável;
- Denuncie traficantes;
- Mesmo que fique com pena do animal nas mãos do traficante, não o compre, se o fizer você somente estará incentivando o tráfico;
- Se tiver um animal silvestre não o solte simplesmente, entre em contato com a unidade do IBAMA mais próxima.

Liberdade para quê?

"Quanto menos um grupo é capaz de se levantar e de se organizar contra a opressão, mais facilmente ele é oprimido". (P. Singer)

Assim, pelo fato dos animais não realizarem levantes ou reivindicações, usualmente seus interesses são solapados pelos interesses dos humanos que, não raras vezes, não passam de caprichos e não movidos pela necessidade de sobrevivência. A manutenção, por exemplo, de animais engaiolados resulta de um capricho humano que interfere em um interesse genuíno e lícito destes animais que é o de não serem aprisionados.
Contudo, o princípio de igualdade deveria levar em consideração os interesses de cada espécie e não somente os de nossa própria. Assim, a consideração com interesses não deveria levar em conta a aparência nem tampouco apenas a capacidade de se expressar.
Lógico que os interesses são distintos em espécies distintas, assim o bem estar de crianças deve considerar a possibilidade de aprender a ler, escrever etc e, o bem estar de determinado animal pode exigir que apenas os deixemos em paz, na companhia dos seus e podendo voar ou correr livremente.
Não compre animais silvestres de origem ilegal;
Os racistas violam o princípio da igualdade ao considerarem seus interesses superiores aos interesses de membros de outra raça, caso estes sejam conflitantes. Os especistas permitem que os interesses de sua espécie se sobreponham aos interesses de outras espécies. O padrão é idêntico em ambos os casos. Com relação ao tráfico, as pessoas permitem que o seu interesse em manter o animal cativo sobrepuje o interesse de liberdade do animal. Se avaliados, qual interesse é mais fútil?

"Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida" (J. Allen)

Liberdade. Esta simples palavra que representa algo abstrato, difícil de ser definido, já causou mais guerra e sofrimento à humanidade que qualquer outra que possa ser considerada. Seria difícil imaginar um povo ou época histórica em que não houvesse havido luta e guerra não por fortunas ou tesouros mas, por liberdade. Esta simples palavra - o bem mais precioso do cidadão. Tanto que o é garantido pela constituição e é na privação da mesma que se baseia nosso sistema penal.
Assim, o Art. 5o da Constituição garante a todos o direito à liberdade, somente podendo esta ser cerceada por desrespeito à determinada Lei. Infelizmente isto não se estende as outras espécies e a liberdade dos animais é usurpada sem maiores considerações éticas.

Contudo, analise ... e da próxima vez que vir um pássaro em uma gaiola ... considere a justiça de se manter um inocente em prisão perpétua.

Portanto, "A questão não é eles pensam ? Ou eles falam ? A questão é: eles sofrem."

23 julho 2009

Mentira... Medo de Rejeição... Mania de Agradar...

Mentir demais tira o sossego e altera sua personalidade. Quem inventa muita história tem medo de rejeição e mania de agradar. Mentir para se livrar da culpa, para não causar discussões ou por medo de perder a confiança de uma pessoa querida é hábito entre muitas pessoas.
Os principais problemas causados pela mentira estão diretamente ligados à sua credibilidade, já que todo mundo vai questionar suas palavras dali para frente, achando que tem algo falso ali no meio. Quem engana os outros de propósito precisa ter noção de que, quando for descoberto, vai ter de enfrentar a desconfiança mesmo quando estiver falando a verdade. Mas não precisa esperar que isso aconteça para abandonar a mania de mentir.
A culpa é um ótimo sinal de que está na hora de mudar, abandonando o hábito de inventar historinhas. Infelizmente algumas pessoas fazem da mentira um hábito e se acostumam com isso. Quando a culpa aparece, é sinal de que o hábito está gerando desconforto e precisa, urgente, ser deixado de lado, é o que dizem os psicoterapeutas.

Outro problema da mentira é que ela nunca aparece sozinha, precisa sempre de novas histórias para se manter viva. É evidente que uma mentira sempre precisa de outra e de outra para que ninguém desconfie da veracidade da história. E não pense que isso é coisa de gente mau caráter, somente. Desde cedo, há situações em que fica difícil dizer a verdade, sob ameaça de castigos caso você fale tudo o que pensa. Moldamos nossas palavras de acordo com aquilo que os outros querem ouvir na tentativa de combater a rejeição e corresponder ao que os outros esperam de nós.
Para reverter a situação é preciso muita coragem e voltar atrás de uma mentira e segurar a sinceridade. Mas, de acordo com especialistas, esse é a primeiro passo para conseguir ganhar a confiança das pessoas de volta e acabar com o hábito de criar histórias para se livrar dos próprios erros. É difícil consertar uma mentira, pois aquele que deseja consertar já perdeu o crédito ao ter sido pego. A única opção é confiar no tempo, deixando que as pessoas percebam sua transformação.
Mentiras Saudáveis? Sabe aquele papo de mentira saudável, ou mentirinha do bem? Pode esquecer. Os psicoterapeutas afirmam que todas as mentiras são prejudiciais para a imagem de uma pessoa e, em contrapartida, podem fazer mal para outras. Toda mentira enfraquece o caráter, fazendo uma pessoa ficar desacreditando de si própria, afinal ela não tem condições de sustentar as próprias idéias e precisa mentir.
Não existe uma pessoa que possa afirmar que nunca contou uma mentirinha. Mas existe o extremo de quem não consegue ficar alguns minutos sem inventar uma nova história. Essa atitude pode ser causada por sérios problemas emocionais e precisa do acompanhamento de um especialista. Quando a mentira é uma forma de auto-defesa (ou seja, minto para não ser agredido ou para não ser julgado) ela é justificável no aspecto psicológico. Mas algumas pessoas mentem sem necessidade ou motivo o tempo todo. Nesses casos é necessário a ajuda e orientação de um especialista no assunto, pois, essa atitude é característica de pessoas com a auto-confiança altamente comprometida.

20 julho 2009

Aquele Tal de Pó Branco... Alumínio Silicato de Sódio?


Em 2001, o misterioso pó branco que se espalhou na atmosfera após ser acidentamente liberado pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) seria um mero catalisador, substância comprovadamente atóxica. A substância atingiu boa parte da Baixada Fluminense, sobretudo Belford Roxo. Oito anos depois, a Justiça condenou a Petrobras, uma ação movida por um morador de Belford Roxo, a pagar uma indenização. É a segunda sentença desfavorável à companhia, que alega no processo que a substância expelida da refinaria era inócua. O perito especialista em meio ambiente Moysés Mizrahi emitiu laudo nas duas ações informando que o pó branco expelido pela Reduc estava contaminado por metais pesados, que podem ocasionar doenças graves como câncer. 

15 julho 2009

Imunização...

(1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.

(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.

(3) É possível administar a primeira dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias de idade (6 a 14 semanas de vida).

(4) É possível administrar a segunda dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias de idade (14 a 24 semanas de vida). O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 4 semanas.

(5) A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residam ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.

06 junho 2009

Humano Amor de Deus...

Tem o dom de ver estradas onde eu vejo o fim.
Me convences quando falas: não é bem assim!
Se me esqueço, me recordas, se não sei, me ensinas,
E se perco a direção, vens me encontrar.
Tens o dom de ouvir segredos mesmo se me calo,
E se falo me escutas, queres compreender.
Se pela força da distância, tu te ausentas
Pelo poder que há na saudade, voltarás!
Quando a solidão doeu em mim,
Quando o meu passado não passou por mim,
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim.
Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar.
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar.
Quando os meus sonhos vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar.
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar que Deus me ama,
Que não estou só, que Deus cuida de mim
Quando fala pela tua voz e me diz: coragem!

04 junho 2009

Apenas Mais Uma ...

Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor...
Você não vê! explicou o jovem; a maré está baixa e o sol está brilhando, elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se.
Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia, que diferença faz?
Você joga umas poucas de volta ao oceano, a maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
Para essa aqui eu fiz a diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir.
Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Eu?
Sou apenas mais uma estrela-do-mar e, para mim...
VOCÊ faz a diferença!!

29 maio 2009

Não Sabia...

"Parece que ontem mesmo arrumei as malas e desapareci, deixando para trás todas as pessoas do mundo... as chatas, as acéfalas e também as tediosas. Todas elas escondiam espinhos em suas falas, em seus olhares e em seus gestos, e eu nunca fui boa em desviar de farpas, quiçá espinhos. Arrumei as malas e desapareci. A casa da árvore, então, me acolheu. Figura onírica de minha infância, era a casa. Do alto dela, eu imaginava a preocupação de todos ao darem por meu sumiço. Mas, com o passar do tempo, calculei que se acostumariam com minha ausência. A tudo se acostuma.... Pendurada nesta casa, guardei meus silêncios, meus escritos, minhas dores e meus documentos. Fiz do quarto esconderijo para minha esquisitice, minhas calcinhas e meus sonhos. E ninguém precisa saber das luzes da minha casa. Quando acendo, quando apago e quando as faço piscar. Ninguém precisa saber da minha demência, da minha falta de tato, das minhas insônias e das minhas compulsões. Realmente ninguém precisa. E nenhuma outra casa, assim como nenhuma outra árvore, me acolherá da mesma forma que esta me acolhe. Porque esta é minha e me cabe como nenhuma outra jamais me coube. Com o passar do tempo me acostumei a viver sozinha. A tudo se acostuma. E do alto desta casa muita coisa se fez clara. E durante tantos anos, observando as mais variadas flores do mundo, do canto da minha janela, percebi que todas elas traziam consigo alguns espinhos. E nunca fui boa em desviar de farpas, quiçá espinhos. Mas, com o passar do tempo, me acostumei a conviver com eles. Foi então que entendi que flores e pessoas podem ter muita coisa em comum. E que a tudo se pode acostumar. Bastar, com o passar do tempo, aprender a lidar. Parece que foi ontem. Arrumei as malas e desapareci. Deixando pra trás todas as pessoas do mundo. As adoráveis, as dedicadas e também as carismáticas. Eu apenas não sabia que poderia, com o passar do tempo, me acostumar a lidar com todas elas."

Sentido...

A inteligência sem amor, te faz perverso. A justiça sem amor, te faz implacável. A diplomacia sem amor, te faz hipócrita. O êxito sem amor, te faz arrogante. A riqueza sem amor, te faz avaro. A docilidade sem amor te faz servil. A pobreza sem amor, te faz orgulhoso. A beleza sem amor, te faz ridículo. A autoridade sem amor, te faz tirano. O trabalho sem amor, te faz escravo. A simplicidade sem amor, te deprecia. A oração sem amor, te faz introvertido. A lei sem amor, te escraviza. A política sem amor, te deixa egoísta. A fé sem amor te deixa fanático. A cruz sem amor se converte em tortura. A vida sem amor não tem sentido!!

18 maio 2009

Veja...

"Há quem passe pelo bosque e só enxergue lenha para a fogueira!!"

17 maio 2009

Para Ninar Minha Doce Rhayra...

Ó planta mimosa, plantinha querida, que bom que tu ficas assim tão viçosa... O resto da vida, plantinha amorosa... Quem dera que fiques p’ra sempre florida... Ó planta mimosa, plantinha querida, quem dera que fiques... Quem dera que fiques p’ra sempre florida.” * Por Rhayra eu canto e declamo o amor todos os dias!!

18 abril 2009

Hoje, Sem Mudar Uma Palavra...

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer... Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro! "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". (Cleide Canton) * De impressionante atualidade, usado no discurso de Rui Barbosa que deixou de ser senador em 1892 e faleceu em 1923.

07 abril 2009

Abaixo...

Às duas da madrugada, numa noite escura e fria, eu estava fazendo ronda pelos postos de sentinela, num jipe, acompanhado apenas do motorista. Ao passar pelo lado de fora da fábrica, notei uma sombra que se esgueirava junto aos muros altos. Despertou-me logo a suspeita de que poderia ser alguém mal intencionado. Aproximei-me com cautela. Uma mulher, envolta em panos dos pés à cabeça, transportava nos braços um volume indefinido. A cada passo, seu corpo estremecia. Agarrada ao pequeno pacote, chorava copiosamente. Imediatamente perguntei o que houve, do que precisava, o que queria, aonde ia. Ela respondeu que estava indo para casa. Ofereci-lhe carona. Entrou no jipe, sentou-se no banco de trás. Virei-me, fixei o olhar, mirei com atenção seus braços e notei, envolto nos trapos, um bebê. Devia ter no máximo dois meses de idade. Perguntei: O que você está fazendo a essa hora, com essa criança, sozinha, andando a pé, chorando, por essas ruas escuras e desertas? Ela respondeu que estava voltando do hospital que não quis receber seu bebê. Por quê? Perguntei. Então verifiquei que o corpo franzino, pequenino, jazia inerte nos braços da mãe. A criança estava morta. Certamente foi essa a razão pela qual o hospital não a quis receber, porque já lá chegara sem vida. Ela disse que a criança tinha morrido asfixiada, na cama, enquanto dormiam, naquela noite. Chegamos ao destino: no pequeno barraco de apenas um vão morava aquela mulher e quatro filhos, as idades variando de 2 meses a 4 ou 5 anos. O bebê morreu sufocado, asfixiado, porque todos dormiam embolados num pequeno estrado. O chão de terra batida, paredes de restos de tábuas, pedaços de telhas, misturados com taipa, teto de plástico e papelão, para se chegar ao pequeno fogão sobre uma mesa tosca, tinha que passar por cima da cama. Esse quadro já existia, companheiros, em 1964, há mais de quarenta anos, quando muitos aqui ainda não havia nascido. O Brasil tinha então uma população de apenas 80 milhões de habitantes. Porém já líamos naquela época, constantemente nos jornais que crianças eram vítimas de deslizamentos de barreiras, pois moravam em lugares perigosos; que bebês eram roídos por ratos, porque viviam em lugares infectos; que crianças morriam de disenteria por não haver água potável; que os esgotos passavam a céu aberto, pelo meio dos barracos, nas chamadas valas negras; que adolescentes eram engravidadas por irmãos mais velhos, porque dormiam todos na mesma cama; que padrastos estupravam as filhas adotivas, habitantes de um só vão. Tudo isso, naquela época, fez queimar dentro do meu peito o calor de uma chama, acendeu como uma fogueira um primeiro apelo em favor dos excluídos da vida. Nesses quarenta anos, de 80 milhões, nossa população cresceu hoje para mais de 180 milhões de habitantes, e o aumento foi justamente dessa população pobre, excluída, despojada e desprovida. Um terço da nossa população, segundo o IBGE, vive abaixo da linha da pobreza. São mais de 60 milhões de habitantes, à margem da vida. E hoje, todos devemos nos questionar: o que podemos fazer para mudar um pouco essa situação? (By Alberto Bittencout)

02 abril 2009

Meu Deus...

Eu acredito em Deus... em um Deus que sorri!


Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo ou pastor... O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade. O Deus em que acredito me dá forças e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer, a alegria.... O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: "bem dentro"... que é onde tudo acontece .

Este é o Deus que me acompanha: Um Deus simples. Pois, o meu Deus não acha preciso ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo.

Meu Deus é otimista.

Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio... O Deus que eu acredito também não inventou a segregação de credo e das pessoas, Ele me deu o Livre-Arbítrio, e sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.

01 abril 2009

Pense Verde...

VOCÊ TAMBÉM PODE AJUDAR A PRESERVAR A NATUREZA COM PEQUENAS ATITUDES NO SEU DIA-A-DIA.

Economize Água:
Segundo a ONU, a escassez de água já atinge mais de 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em menos de 20 anos.
Não deixe a torneira aberta mais tempo que o necessário e conserte os vazamentos. Uma única torneira pode desperdiçar, em um dia, 46 litros de água.

Prefira Produtos Biodegradáveis:
Vários produtos de limpeza e higiene contêm substâncias químicas, tóxicas. Muitas demoram a se degradar no meio ambiente. Substitua produtos de limpeza à base de cloro por vinagre para desengordurar, e, bicarbonato de sódio para limpar as pias e vasos sanitários.

Consuma Produtos Naturais e Orgânicos:
Alimentos orgânicos e naturais, além de mais saborosos, são mais saudáveis pois não possuem agrotóxicos e respeitam os ciclos das plantas, insetos e pássaros essenciais para a manutenção da nossa vida.

Apague a Luz:
Apague as luzes que não estão em uso. Abra as janelas, desligue o ar-condicionado e utilize conscientemente o chuveiro e o ferro de passar roupa.

Cultive Áreas Verdes:
Cultive gramados e jardins, mantenha pavimentado apenas o que for indispensável.
A infiltração no solo verde faz a água chegar mais lentamente aos rios, córregos e represas, e isso reduz as enchentes.

Recicle o Lixo:
Cerca de 40% do lixo encaminhado para a reciclagem volta para os lixões e aterros urbanos. Note o que é o lixo comum: papéis sujos e sanitários, papel-carbono, papel de fax, plastificados, papéis mistos (metalizados, plastificados, parafinados), etiquetas adesivas, clipes e esponjas de aço, copos de café, sacos de salgadinho, embalagens de biscoito, isopor, filme fotográfico, misturas de plástico com metal (como as embalagens de queijo ralado), espelhos, lâmpadas, vidros planos (como vidros de janelas).
O lixo orgânico (restos de comida) também deve ir para a coleta comum, a menos que haja local próximo onde seja feita a compostagem - transformação dos resíduos em adubo. O restante: vidros, metais, papéis e plásticos recicláveis devem ser encaminhados para a coleta seletiva municipal ou para as cooperativas de catadores.
Use papel reciclado ou certificado, disponíveis no mercado.
Ao usar o computador, imprima somente o necessário, aproveitando os dois lados da folha.
Pratique também a redução do consumo e a reutilização de materiais antes de dispensá-los.

Evite Transporte Individual:
Usar transporte coletivo é uma importante opção em favor do Meio Ambiente.
Procure também fazer o transporte solidário, dando carona a um colega de trabalho ou na hora de levar as crianças para escola, além de diminuir o prejuízo ao Meio Ambiente, essas são formas de ganhar tempo, economizar dinheiro e fazer amigos, diminuir a quantidade de carros nas ruas etc.

Evite o Uso de Sacolas Plásticas:
Uma Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revela que são consumidos anualmente 500 bilhões a um trilhão de sacos plásticos no mundo. Menos de 1% dos sacos plásticos é reciclado.
Um estudo de 1975 demonstrou que as embarcações transoceânicas lançam aproximadamente 4 milhões de kilogramas de sacos plásticos ao mar por ano. As lixeiras do mundo não estão inundadas de plástico porque a maior parte do plástico acaba no oceano. Com o passar do tempo os sacos plásticos se decompõem em petro-polímeros menores e mais tóxicos que contaminarão os solos e as vias fluviais matando milhares de vidas marinhas que morrem depois de ingerir os sacos plásticos, confundindo-os com comida.
Muitos países proibiram os sacos plásticos gratuitos, cobrando impostos por eles. Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo. Reduzindo o uso dos sacos plásticos, diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos.

O que podemos fazer?
Utilizar as sacolas de tecido, ou sacolas de material retornável para fazer compras, assim você estará contribuindo para o Meio Ambiente e reduzindo a enorme quantidade de sacolas plásticas que são fabricadas.

05 junho 2008

Dia de Luta pela Preservação do Ambiente

05/junho - Mais um Dia de Luta pela Preservação do Ambiente

A preservação do ambiente começa nas pequenas ações!!

Como você tem cuidado do ambiente?

Comece nas coisas mais simples:
  • Jogue lixo no lixo
  • Cuide das plantas
  • Espalhe notícias sobre o meio ambiente
  • Não deixe a torneira aberta
  • Reutilize sucatas para artesanatos
  • Proteja os animais.
Na sua escola, sua rua, sua cidade, há vegetação?

Promova, com sua professora e seus colegas, uma passeata na cidade, em favor do meio ambiente, com cartazes, faixas, mudas de plantas, e tudo o mais que vier da sua criatividade.

Juntos vamos mudar o meio ambiente para melhor!

É preciso conhecer e insistir!!


Desde a Eco-92 realizada no Rio de Janeiro, passamos por muitos carnavais, jogos mundiais, guerras, atentados, eleições e escândalos políticos... Decorridos 16 anos verificamos que o descaso com o planeta continua o mesmo, a degradação ambiental não se recuou. Ficou mesmo esquecido tudo de bom, que foi pensado e aplaudido, nos objetivos preconizados na Conferência da ONU, sobre Ambiente e Desenvolvimento.

O Brasil detém de 15% a 20% da biodiversidade do mundo, e é trágico saber que temos somente 600 mil km² protegidos como área de reservas federais sem nem mesmo haver pessoal para zelar por essas áreas. Já perdemos 30% da vegetação, mais de 2,5 milhões de km² de território, e continuamos perdendo cerca de 20 hectares de florestas tropicais a cada minuto. É preciso insistir que seja prioridade evitar os desmatamentos. É primordial que as interações das espécies e dos ecossistemas naturais sejam asseguradas; ao contrário o mundo todo será afetado. Isso tudo evidencia uma sabotagem a nós mesmos; pois sem a preservação da biodiversidade as conseqüências são danosas, não haverá a sobrevivência da nossa própria espécie.

Além dos vários fatores discutidos sobre a possível escassez de alimentos, é preocupante que, cada vez mais, venha diminuindo a população de abelhas, que é um dos polinizadores mais importantes entre os insetos e outros animais que contribuem para 2/3 das colheitas de grãos que dependem de polinização. Infelizmente, uma em cada oito aves está ameaçada de extinção; só no Brasil temos 141 espécies nessa condição. Por causa do comércio de animais selvagens e da destruição de habitats, a cada hora desaparecem três espécies. Os números apontam que nos últimos 35 anos os animais terrestres, marinhos e de água doce diminuíram 27% (ONU). Ao que me parece, o que mudou mesmo desde as discursões sobre o planeta em 1992, foi a URGÊNCIA!!

O princípio da preocupação com a preservação do ambiente para o futuro da vida é o conhecimento sobre a biodiversidade. Precisamos, com URGÊNCIA, de um processo consciente e sustentável que proteja a flora e a fauna em lugares onde se encontram mais ameaçadas. Ainda hoje, com toda ciência e tecnologia, menos de 10% das formas de vida são conhecidas; e menos de 1% são estudadas. É necessário expandir o conhecimento do potencial e benefícios vindos da biodiversidade, e é essencial a interação de todos nesse processo para uma correta utilização dos recursos ambientais. Entretanto, precisamos URGENTEMENTE de investimentos científicos e políticas governamentais que escolham alternativas que favoreçam o desenvolvimento econômico, mas que evitem que desastrosas atividades ponham em risco o futuro da nossa existência e das demais formas de vida.

(By Bióloga Cassia Maciel)

06 maio 2008

A Importância da Reciclagem.

O Brasil joga 5,8 bilhões de reais por ano no lixo. A constatação feita pelo economista Sabetai Calderon é estarrecedora já que corresponde a 17 vezes o orçamento destinado ao Ministério do Meio ambiente. Para o engenheiro químico e administrador, Gerhard Erich Boehme, consultor da Boehme Brasil Consulting, este é o resultado de uma incipiente política de educação ambiental, que faz com que grande parte da população trate com descaso a cultura dos 3R: reduzir, reutilizar e reciclar.

Atualmente, as organizações mais competitivas estão focadas nos resultados, acreditam que somente resultados positivos e crescentes permitem a continuidade e a expansão dos negócios. A prática tem-se mostrado como a única saída às organizações e isso ocorre pelo fato de que, se assim não procederem, fatalmente irão quebrar e deixar de contribuir para com o seu principal papel de responsabilidade social: que é o de gerar empregos, além de atender ao mercado com seus bens e serviços. É a única saída viável, principalmente em um país em que as organizações e toda a sociedade são alvo do excesso de tributação, que há tempos ultrapassou a esfera do racional e suportável.

Neste cenário, de busca incessante de lucros, a liderança em produtividade e a eficiência operacional - resultantes do foco na gestão, controle de risco e disciplina financeira - devem ser, portanto, objetivos fundamentais. Na busca de excelência, são aplicadas ferramentas que visam alavancar estes resultados. Infelizmente, fruto talvez de miopia administrativa, muitas organizações abandonam ou mesmo não implementam ferramentas que criam a base necessária para o sucesso, muitas destas ferramentas são simples, fáceis de serem implantadas e implementadas e o mais importante, rapidamente produzem os resultados positivos. Entre elas citamos o Programa 8S, a cultura dos 3R, a Fabricação Mais Limpa e a Integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto.

Um Programa 8S deveria ter abrangência nacional, principalmente ser aplicado nas diversas entidades públicas, onde as práticas de gestão são praticamente desconhecidas e pouco empregadas.

Infelizmente adotar práticas de gestão não é o forte da administração pública, basta ver a realidade dos diversos municípios brasileiros, apenas cerca de 5% deles possuem a sua agenda 21 e apenas pouco mais de 1% efetivamente implementada. Os nossos representantes, no legislativo, executivo e mesmo no judiciário, dificilmente estarão sensibilizados com os problemas da sociedade brasileira. Estão mais voltados a defender seus interesses pessoais, quando não adotam práticas usuais como clientelismo e o nepotismo, tão presente na administração pública brasileira.

No caso da adoção da cultura dos 3R, as medidas recicláveis geram não apenas vantagens para a economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, que têm reflexos em toda a sociedade.

Eis alguns exemplos:

Cada tonelada de papel reciclado representa 3 m³ de espaço disponível nos aterros sanitários. A energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 W durante quatro horas.

Com a reciclagem de uma lata de alumínio economiza-se o suficiente para manter ligado um aparelho de televisão durante 3 horas.

1 tonelada de papel reciclado significa economia de três eucaliptos e 32 pinus, árvores usadas na produção de celulose.

Na fabricação de 1 tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2 mil litros de água, ao passo que no processo tradicional esse volume pode chegar a 100 mil litros por tonelada. O Brasil só recicla cerca de 30% de seu consumo de papel. O vidro é 100% reciclável e o Brasil só recicla cerca de 14,2% do vidro que produz e consome.

Fica a pergunta: Qual a justificativa para não se investir nestas e outras práticas básicas de gestão?

Se fizermos uma pesquisa com a população, perguntando o que vem a ser 3R, seguramente a maioria não saberá responder. Resultado de um processo de educação ambiental incipiente ou não eficaz.

A cultura dos 3R:

 Reduzir - consumir menos é fundamental. Hoje, o Brasil produz 88 milhões de toneladas de lixo

 Reutilizar - é impossível reduzir a zero a geração de resíduos. Mas muito do que jogamos fora deveria ser mais bem reaproveitado. Potes e vasilhames de vidro e caixas de papelão podem ser úteis em casa ou nas indústrias de reciclagem. E o destino de restos de comida, como cascas e folhas, tinha de ser a compostagem;

 Reciclar - o "erre" mais conhecido é sinônimo de economia de matérias-primas. Vidro, papel, plástico e metal representam, em média, 50% do lixo que vai para os aterros. Além disso, a reciclagem pode virar dinheiro. O economista Sabetai Calderoni, do Núcleo de Políticas Estratégicas da USP e autor do livro Os Bilhões Perdidos no lixo, calcula em 5,8 bilhões de reais por ano o total que o Brasil deixa de arrecadar com materiais recicláveis. Uma fortuna equivalente a dezessete vezes o orçamento do Ministério do Meio ambiente.

Princípios

a) Reduzir - a produção do lixo;

b) Reutilizar - os materiais (sempre que possível);

c) Reciclar - o que não pode ser reduzido nem reutilizado.

Como Reduzir?

Produzir menos resíduos.

As empresas podem fazê-lo através da fabricação de embalagens com menos peso, com menor dispêndio de energia e de recursos naturais, com menores dimensões ou evitando o desperdício. Inverter a prática questionável das organizações venderem cada vez produtos com menor conteúdo. Ex.: Em 2003 a Nestlé deixou de vender seu achocolatado de 500g, colocando no mercado o Nescau de 400g.

Fatos como esses acontecem com freqüência, com toda a passividade natural dos consumidores brasileiros, que passaram a condição obrigatória de adquirirem mais embalagens. Prática condenável e infelizmente aceita pelas autoridades brasileiras.

Os consumidores devem ter comportamentos verdes:

evitar comprar rolos alumínio e de plástico;
evitar uso louça de papel e/ou de plástico;
evitar sacos desnecessários de plástico e/ou papel (prefira os de pano);
espalme ou amasse as embalagens para se conseguir, redução significativa do volume de resíduos;
Evita consumir o desnecessário;
Use toalhas e guardanapos de pano, em lugar das de papel;
Enfim, ... , rejeitar sempre tudo o que for de usar uma vez só;
Não usar aditivos para as máquinas da roupa e louça. Cada detergente já é composto de vários elementos, contendo já o descalcificador, amaciadores, branqueador, etc;
Quando for às compras leve o seu saco de casa resistente, que volte a usar;
Escolha as embalagens para as quais exista um circuito organizado de reciclagem;
Compre apenas os medicamentos necessários;
Na sua casa de banho, diga não a produtos descartáveis, com alternativas duráveis. Ex: barbeadores elétricos;
Ensine os seus filhos a resistirem ao efeito da moda, usando a roupa até ao fim;
Em vez de canetas de ponta de feltro, compre lápis de cor ou de cera, para os seus filhos, que são usados integralmente. O que é a qualidade ambiente?
Porquê Reutilizar?

Significa dar novos usos, a materiais já utilizados, voltando a usá-los. Incentive as empresas a produzirem embalagens que tenham uma segunda destinação. Ex.: Copo de requeijão. Falta criatividade à indústria de embalagens.

Como podemos reutilizar?

utilizar o verso das folhas de papel escritas só de um lado, para cadernos e agendas.
frascos vazios de vidro ou plástico e as latas podem servir para guardar canetas, material de costura, materiais ferramentas, cereais, ou para decoração.
roupa e objetos domésticos, como móveis, eletrodomésticos e brinquedos podem ser entregues a Instituições de Caridade ou vendidos como objetos usados.
Entregue em Centros de Convivência ou de Melhor Idade, Hospitais e Escolas, revistas ou livros que irá descartar.
Como Reciclar?

Para ser mais eficiente a reciclagem, os resíduos não podem estar misturados, nem sujos;
do papel deve-se retirar os grampos, fitas adesivas, plásticos e outros;
das embalagens de vidro, plástico ou metal deve-se retirar os rótulos, tampas, gargalos ou rolhas, e lavá- las;
deve espalmar-se as embalagens (compactar);
Se tem jardim ou horta, aprenda a fazer "composto" (corretivo do solo) com os restos da matéria orgânica.